Programa do eventoLocal :
Auditório da Reitoria da Universidade de Cabo Verde — PlateauData/Horário : Terça-feira , 20 de Abril de 2010, às 17h:00.
Dia 21 de Abril em S.Vicente, MarêCaela/Tabankaonlus e MEIA (InstitutoUniversitário de Arte, Tecnologia e Cultura)apresentam a versão italiana deChiquinho.Horário: 18h.00Marê Caela/Tabankaonlus e os dois Municípios de S.Nicolau apresentam “Os Chiquinhos “Dia 23 de Abril na Vila Ribeira Brava Biblioteca Municipal às 18:00 hDia 24 de Abril : No Centro Cultural Paulino Vieira no Município da Vilado Tarrafal às 18:00hDia 26 Município da Vila da Ribeira Brava às 8:00hLiceu Dr. Baltazar Lopes da SilvaO Chiquinho é um romance de iniciação: o tema é o da iniciação de um jovem à vida adulta (como um percurso iniciático, da aldeia à cidade, até à partida para o estrangeiro); foi o primeiro e único romance de Baltasar Lopes; é o romance inicial cabo-verdiano. Como romance de aprendizagem, ou de iniciação, é comparável a dois romances de angolanos, As aventuras de Ngunga (1976; escrito em 1972) e A konkhava de feti (1981), respectivamente de Pepetela (de temática guerrilheira) e Henrique Abranches (de temática étnica).
Toda a história do romance está contida numa longa evocação, uma analepse gigantesca. A evocação, no presente do indicativo, indicia que haverá um ponto do discurso em que, ao terminar o evocacionismo, se abrirá um ciclo de narração actualizada. Assim, nos últimos capítulos, o uso do pretérito mais que perfeito e, no último parágrafo, o tempo futuro (prolepse), reforçam a sensação subtil de que o narrador esteve apenas a relembrar factos acontecidos até um momento muito próximo da narração.
O romance organiza-se em três partes distintas: «Infância»; «S. Vicente»; «As-águas».